RSS Cantina Vinallegro Notícias de Cantina Vinallegro Mon, 24 Jun 2024 18:42:54 -0300 Mon, 24 Jun 2024 18:42:54 -0300 Visaoi https://cantinavinallegro.com.br/rss A Princesa Persa Tue, 05 Jul 2022 18:25:40 -0300 https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/11/?a-princesa-persa.html https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/11/?a-princesa-persa.html

Nas “andanças” sobre o mundo do vinho, entre leituras, pesquisas e conversas, foi ficando cada vez mais complicado separar o vinho da história da humanidade já que ele vem participando de grande parte ou quem sabe da maioria dela.
E são esplêndidas as interseções que acontecem nessa “estrada” e que se misturam e nos fazem pensar e nos aprofundar em inúmeros assuntos e aspectos.
Existem teorias que dizem que as primeiras entidades cultuadas como Deuses foram mulheres. A mitologia nórdica e suas Deusas são um elemento comprobatório dessa tese. Foram “trocadas” por Deuses masculinos com o surgimento das guerras, pois precisavam da simbologia de masculinidade e força.
Embora em outras mitologias os Deuses masculinos tornam-se elementos de destaques, as mulheres ainda mantinham seus lugares e poderes.
Voltando ao mundo de que trata esse texto, vamos à cerveja. Eram as mulheres que preparavam as receitas nos primórdios tempos e por essa causa a isso a bebida alcóolica mais consumida do mundo tem uma Deusa, Ninkasi. A Deusa Suméria da Cerveja.

Descoberta há cerca de 8 mil anos, a cerveja para os antigos era uma criação divina, mais precisamente de Ninkasi. Além dela, outra entidade antiga relacionada à cerveja é Ceres. Na mitologia greco-romana, ela é a deusa da agricultura e dos grãos e, por isso mesmo, da cerveja.
E ainda temos a Santa Hildegarda de Bingen. A freira alemã é considerada uma das grandes responsáveis pelo lúpulo ser um elemento fundamental da cerveja. Foi ela a primeira pessoa a sugerir o uso da planta na bebida, por suas propriedades conservantes.
E embora nas mitologias grega e romana, tem-se Dioniso e Baco como Deuses do vinho, existe uma história, fábula ou lenda, difícil definir, que surgiu na Pérsia Antiga, onde hoje é o Irã, e foi disseminada ao longo do tempo e ainda o é até hoje.
Lá pelos idos de 7.500/5.000 anos a.C., quando da descoberta do vinho, uma princesa, mais uma vez uma mulher, teria perdido a estima do rei Jamshid (ou Jamsheed), e sentiu-se extremamente mal e triste, e, não vendo como melhorar e se curar dos sentimentos ruins, optou pelo suicídio. E para tal escolheu o envenenamento por um suco de uvas “estragado” que tinha sido encontrado pelo rei em um jarro onde tinham uvas partidas e que borbulhavam, e que sua majestade havia proibido de ser consumido.
Ela ingeriu, não morreu e essa desobediência apesar de deixá-la meio sonolenta, lhe deu um humor bem melhorado. Assim, aquelas uvas fermentadas deixam de ser consideradas veneno e se tornam um “alimento” aliado e poderoso. Além de, é claro, a princesa recuperar todo prestígio com o rei.

Bibliografia:

Bardo de Baco (https://contraeverso.com.br/)

Famiglia Valduga (https://blog.famigliavalduga.com.br/)

Revista Adega (https://revistaadega.uol.com.br/)

 

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Vinhos, tipos e estilos I Wed, 29 Jun 2022 15:50:06 -0300 https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/10/?vinhos-tipos-e-estilos-i.html https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/10/?vinhos-tipos-e-estilos-i.html

Quanto mais a gente pesquisa, lê, conversa com amigos, estuda, se aprofunda, mais descrições, definições surgem, outros conceitos, opiniões.
É assim com inúmeros assuntos e não seria diferente quando falamos de vinhos e seus tipos, estilos e qualificações.
Falar sobre isso é como montar um mural e desenvolver um organograma ou um algoritmo, escalonando e tentando interpretar tantas teses e/ou teorias.
Vamos falar um pouco disso e tentar entender e desvendar esse meandros de maneira clara e para isso vamos dividirem alguns tópicos.
No final das contas, o que interessa de verdade é degustar e que o vinho que estivermos bebendo agrade ao nosso paladar e nos traga prazer. Mas é sempre bom saber o que estamos adquirindo ou consumindo.
Então vamos à um primeiro “gole” no assunto.
Uma das conceituações dividem os vinhos em Tranquilos, Espumantes e Fortificados.

Vinho Tranquilos, são todos os vinhos que não contém gás, ao contrário dos vinhos espumantes e frisantes e nem é fortificado ou generoso e são o resultado do processo de elaboração que se dá de forma natural, onde as leveduras transformam o açúcar do mosto em álcool. E após a fermentação o percentual alcoólico fica entre 7% e 16%, sem presença de gás carbônico (sem bolhas) em seu corpo.
Em outro “capítulo” vamos ver mais detalhes e divisões dos vinhos chamados tranquilos.

Espumante (ou frisante) é um tipo vinho que tem nível significativo de dióxido de carbono, fazendo-o borbulhar (perlage) quando servido. O dióxido de carbono resulta de fermentação natural, seja ela feita dentro da garrafa, método champenoise, ou fora dela, método charmat. O espumante sofre uma segunda fermentação do vinho base, no qual se encontra presente o anidrido carbônico, e por isso gera muitas bolhas e uma pressão elevada. Champagne, que por vezes é usado como sinônimo, é o espumante produzido e protegido pela denominação de origem dessa região francesa.

Vinho frisante ou gaseificado é uma classificação de um vinho pouco gaseificado, ou seja, com pouco gás carbônico, sofre somente uma fermentação e é a partir dessa única vez que o gás é produzido. Tem pressão bem mais baixa que a do espumante, praticamente a metade do dióxido de carbono, normalmente natural, mas pode ser, e muitas vezes o é, gaseificado artificialmente.

Vinhos licorosos, fortificados ou generosos são vinhos, de qualidade superior, com elevados teores de açúcar e fortificados, com uma graduação alcoólica entre 14,0 a 18 GL, na legislação brasileira, e para a produção desses vinhos é permitida e é adicionado de álcool etílico potável de origem agrícola, de caramelo ou caramelo de uva, de açúcar, mosto concentrado ou mistela simples, que interrompem a fermentação, deixando assim um maior percentual de açucares por volume. Esses vinhos podem também ser classificados como secos, quando o teor de glicose é de até 20g/L, ou doce quando o teor do açúcar ultrapassam esse valor. Também podem ser brancos ou tintos.
Alguns “personagem” famosos são:

Vinho do Porto, do norte português, com blend de várias cepas é o mais famoso dos licorosos. Pode ser branco, rosé ou tinto, e é classificado basicamente em Ruby e Tawny. A adição da aguardente vínica acontece antes de competar a fermentação, pois assim o açúcar que não foi transformado em álcool permanece na bebida.

Jerez ou Xerez, de Andaluzia, sul da Espanha. Elaborado com as castas brancas de Palomino, Pedro Ximémez e Moscatel, as únicas que são permitidas e, nesse caso, a aguardente vínica é adicionada depois da fermentação acabar, resultando em quantidade de açúcar menor que a vinho do Porto. Pode ser generoso, generoso licoroso (mais doce) ou vinho doce natural. Com um processo exclusivo da região, chamado de Solera, esse vinho tem um sabor único e o teor alcóolico pode chegar a 20%.

Além desses, outros vinhos também são destaques e foram desenvolvidos ao longo do tempo: Madeira, Marsala, Dubonnet, Mistelle, Vins doux naturels e o Vermute.
Por enquanto isso é tudo.

 

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Vinhos artesanais ? Mon, 27 Jun 2022 18:52:18 -0300 https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/9/?vinhos-artesanais-.html https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/9/?vinhos-artesanais-.html Artesanal pode ser caracterizado por inúmeras formas e definições, seja porque é feito por um artesão, usando as mãos, seja porque esse artesão participa de toda a produção com um mínimo de equipamentos, seja porque a produção é de pequena escala ou até porque é apenas a família que trabalha.
Isso tende a gerar inúmeras, imensas e infindáveis discursões sobre o assunto. Até porque tem-se o conceito que por ser considerado artesanal, tem boa qualidade e sendo considerado industrial, a qualidade é discutível pois agrega automatização, menor participação humana e elementos não naturais em determinados casos.
Quando falamos de alimentos e mais especificamente do vinho, esse “confronto” pode ser mais acirrado.
Tendemos a crer que o vinho do pequeno produtor, sempre terá qualidade superior ao industrial. O que, como boa parte das “coisas da vida” é muito relativo. Afinal, pouquíssimos são aqueles que produzem qualquer coisa por mero diletantismo, todo mundo quer ter lucro e crescer. Assim sendo, ao conquistar um crescimento, é quase certo que os meios de produção começaram a se sofisticar, bem como os elementos utilizados na mistura para minimizar perdas e manter a qualidade, sem contar que quanto maior a produção, maior a necessidade de mão-de-obra e assim a tendência de perder características familiares. Por outro lado, analisando sob esse aspecto, não se pode dizer que uma grande empresa que empregue uma grande escala de parente próximos ou menos próximos não pode ser considerada familiar e nem por isso tenha pequena produção. Como seria classificado o vinho?
Ainda há a análise se é ou não produtor de uvas, se usa técnicas como a maceração com os pés ou com máquinas, e mais inúmeros conceitos ou até preconceitos que como foi dito no início, são discussões intermináveis.
E, vamos deixar claro, não é questão de defender um lado ou outro. A crença aqui defendida é que seja artesanal ou industrial vão sempre existir produtos de sofríveis a excelentes em ambos os lados. Irão existir falhas, defeitos, qualidades e virtudes. Ambos, claro, tem que ter compromisso com a legislação e com o consumidor.
E se nossa análise começar a tender para as especificidades dos produtos, no caso dos vinhos, aromas, sabor, taninos, dentre outras características, não estaremos mais falando de artesanal ou industrial, mas sim de uma produção de grande escala ou diferenciado.
O que nos levaria, no caso do diferenciado, a uma outra conceituação que é o vinho de autor.  Que traduz a busca por um vinho mais complexo e cheio de especificidades.
Mas isso é para outra discussão e no final o que importa mesmo é que o vinho tenha qualidade e que seja do nosso agrado. Creio que boa parte de nós conhece vinhos dos dois lados que merecem milhões de elogios e outros que nem tanto. Enfim, não nos deixemos levar por meras intitulações, conceitos ou preconceitos, vinho, é vinho, é alegria, é compartilhamento, é viver.
Por isso, se nos satisfaz, que venha a próxima taça, e, brindemos.

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Vinhos de Autor Sat, 25 Jun 2022 11:37:02 -0300 https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/8/?vinhos-de-autor.html https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/8/?vinhos-de-autor.html

A produção de vinhos não é uma exceção às regras de mercado, comerciais e empresariais.
Precisam conquistar o consumidor, vender, gerar lucros.
Porém, como existe em outros segmentos, na vinificação também existe o “alquimista”, o “sonhador”, aquele que produz o seu vinho fora das leis do equilíbrio, que proporcionam a produção dos vinhos com uma formatação similar em todas as safras e que buscam a agradar a maioria do público.
São os autores, que assinam os vinhos com mais compromisso com os aromas, sabores, coloração, acidez, teor alcoólico, taninos, dentre outros, produzindo arte, com produção limitada, muita dedicação desde o acompanhamento das uvas, da vinificação, da maturação, pondo conhecimento, acompanhamento, trabalho intenso e inspiração como elementos básicos do vinho.
Buscando como resultado aquela obra de arte que sem dúvidas, é autoral. Proporcionando exemplares bem diferenciados dos que o mercado está acostumado a encontrar na maioria das prateleiras dos mercados.
Seu alcance é, obviamente, para um público mais restrito, mais exigente e/ou que buscam apreciar vinhos com características peculiares de aromas e sabores. Claro, por vezes com preços também diferenciados dos produzidos em grandes escalas.
Vinhos assim, autorais, podem ser considerados como vinhos que não são para o dia-a-dia, e sim para ocasiões especiais, onde normalmente são apreciados vinhos também considerados especiais.
Na mesma linha de estilo próprio e pequena produção dos Vinhos de Autor, estão os vinhos de garagem. Denominação surgida no início da década de 90, quando Jean-Luc Thunevin, um ex DJ, resolveu produzir vinho em Saint Emilion. Ele adquiriu uma pequena propriedade e produziu seus primeiros vinhos em uma antiga garagem. Na linha do “exclusivo” estão os chamados Vinhos de Boutique e ainda, na linha do “luxo” existem os caríssimos e famosos Vinhos Cult.

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Vinhos: Uma longa história Mon, 30 May 2022 16:30:41 -0300 https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/6/?vinhos-uma-longa-historia.html https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/6/?vinhos-uma-longa-historia.html Quando como ou bebo algo, por vezes me vem o pensamento de quem inventou ou descobriu tal iguaria e como isso aconteceu. Creio que isso não é uma exclusividade minha. Muita gente deve se perguntar e ficar imaginando esse “como foi”. E isso não seria diferente com o vinho.

É uma história complexa e de longuíssima data. Não se consegue precisar sua origem. São várias hipóteses e teorias, e, cada cultura exibe sua versão baseada em sua história e nas suas crenças. O certo é que o vinho ultrapassou e continua atravessando civilizações, por muito, muito tempo. Alguns falam em 8.000 anos A.C., mas o intervalo entre 7.000 e 5.000 anos A.C. talvez seja mais crível pelos estudiosos. A precisão histórica de sua origem é impossível, pois o vinho nasceu antes da escrita.

A lenda conta que tudo aconteceu por acaso, que alguém esqueceu um punhado de uvas amassadas em um recipiente e elas sofreram uma fermentação espontânea, e, assim, fiat vinum.

Assim como em vários alimentos, cultivar videiras para a produção do vinho só foi possível quando os povos nômades fixaram residência.

Algumas referências indicam a Geórgia, região do Cáucaso, como o local onde provavelmente se produziu vinho pela primeira vez, pois foram encontradas ali semente de uva datadas entre 8.000 a.c. e 5.000 a.C. As primeiras prensas e outros equipamentos para vinificação foram encontrados na Armênia datados de aproximadamente 4.000 a.C.

Os egípcios foram os primeiros a registrar em pinturas e documentos (datados de 3.000 a 1.000 a.C.) o processo da vinificação e o uso da bebida em celebrações.

O consumo de vinho aumentou com o passar do tempo e, junto com o azeite de oliva, foi um grande impulso para o comércio egípcio, tanto o interno como o externo. Os primeiros enólogos foram egípcios.

A partir de 2.500 a.C., os vinhos egípcios foram exportados para a Europa Mediterrânea, África Central e Reinos Asiáticos. Os responsáveis por essa expansão foram os fenícios, povo oriundo da Ásia Antiga e natos comerciantes marítimos. Em 2.000 a.C., chegaram à Grécia.

Saltamos no tempo para aproximadamente 1.800 a.C.  quando aparece o Gilgamesh, uma obra literária das mais antigas da humanidade que tem um trecho que trata da fabricação do vinho. O Gênesis, da Bíblia, conta que Noé plantou um vinhedo e o livro sagrado dos judeus (Talmude), também fala sobre vinho.

Mais um salto no tempo e chegamos a Roma que surge como uma vila de pastores e agricultores, em 753 a.C. e em 146 a.C. já em expansão, e tendo a península Itálica, o Mediterrâneo e a Grécia já anexados ao seu território.

Roma não tardou em conquistar toda a região da Gália e, seguindo pelo vale do Rhône, chegaram até Bordeaux. A disseminação das videiras pelas outras províncias gaulesas rápida, e pode ser considerado um dos mais importantes fatos na história do vinho. Nos séculos seguintes, surgem Borgonha e Tréveris como centros de exportação de vinhos.

A predileção da época era pelo vinho doce. Os romanos colhiam as uvas o mais tardar possível, ou adotavam um antigo método, colhendo-as imaturas e deixando-as no sol para secar e concentrar o açúcar. Em contraposição do processo grego, que armazenavam a bebida em ânforas, o processo romano de envelhecimento era moderno. Guardavam o vinho em barris de madeira, o que aprimorava o sabor do vinho, processo ainda usado nos dias atuais.

Concluímos então que os principais povos responsáveis pelo desenvolvimento da cultura e da bebida foram os egípcios, os gregos e os romanos. Quando acontece a decadência dessas civilizações, uma grande crise abate a Europa e suas províncias foram reduzidas a reinos de futuro incerto e péssimas relações, o que gera instabilidade econômica. O vinho sofre então um recuo neste continente. O envelhecimento não é mais em barris de madeira boa, e isso alonga o tempo de oxidação da bebida e com isso provoca seu consumo ser imediato, perdendo a pompa e o glamour dos vinhos antigos. A vinicultura só voltaria a se beneficiar com o surgimento do poder religioso da Igreja Católica.

Quando o imperador romano Constantino, no séc. IV, se converte ao cristianismo, a Igreja Católica se fortalece como instituição. Se torna a detentora da verdade e da sabedoria. O simbolismo do vinho na liturgia católica tem imenso enfoque: o sangue de Cristo. A Igreja começa a se estabelecer como proprietária de extensos vinhedos nos mosteiros das principais ordens religiosas da Europa. Os mosteiros eram recantos de paz, onde o vinho era produzido para o sacramento da eucaristia e para sustento dos monges. Importantes mosteiros franceses se localizavam nas regiões de Borgonha e Champagne, regiões que foram e são produtoras de vinhos de qualidade. O vinho também se sobressai no setor médico: acreditando-se que os aromatizados possuíam propriedades curativas contra várias enfermidades. Com o passar do tempo e o melhoramento do conhecimento, surgem outros estilos de vinhos, além do tinto, os brancos, os rosés e os espumantes.

Chega o Séc. XIII e as cruzadas católicas libertam o Mar Mediterrâneo do monopólio árabe e possibilita a exportação do vinho pelas vias marítimas.

Vem o período das grandes navegações e com isso o continente americano recebe vinhedos durante o período da colonização espanhola. Cristóvão Colombo leva uvas para as Antilhas, as videiras se adaptam às terras tropicais e são levadas para México, Estados Unidos e para as colônias espanholas da América do Sul.

Já com a Revolução Industrial, Séc. XVIII, o vinho perdeu muito em qualidade, passou a ser fabricado com novas técnicas para possibilitar sua produção e venda com menores preços e grandes quantidades. Mesmo que buscassem manter as tradições em regiões do interior da França, Itália e Alemanha, a vinificação sofreu enormes mudanças ajustando-se ao mundo industrial.

Mais alguns passos no tempo e temos a cultura das uvas e a vinificação evoluindo muito no Séc. XX, graças aos avanços da tecnologia e da genética. Cruzamentos genéticos das cepas das uvas, formação de leveduras transgênicas e produção mecanizada melhoraram em grande escala a qualidade, o sabor e a diversidade do vinho, atingindo paladares dos mais diversos.

Claro que isso é apenas uma pincelada leve nessa longa participação do vinho na história da humanidade e sua evolução através dos tempos.
Inúmeros aspectos e detalhes, propositadamente ficaram de fora, mas mais adiante podemos tocar nesses pontos de maneira específica.

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Terroir Mon, 30 May 2022 11:37:35 -0300 https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/3/?terroir.html https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/3/?terroir.html
A variedade da uva e a forma de produção, são dois fatores que contribuem para o resultado final de um vinho, mas além disso o clima e o solo da região produtora também são determinantes e influenciam na composição das uvas e por consequência do vinho. E esse “influenciador” atende pelo nome de terroir.
Produtores em todo o mundo sempre estudaram e ainda estudam de perto os fatores ambientais e climáticos, para conseguir determinar quais variedades de uvas seriam mais adequadas e adaptáveis para cada região ao tempo em que também foram sendo aprimoradas as técnicas de vinificação.
A união desse ambiente “influenciador” e a forma de vinificação aplicada, trás um bebida específica e única de uma região, completando assim o conceito de terroir.
Assim sendo, o vinho de determinada região, pode e deve expressar e incorporar a unicidade das características próprias daquela região.
A mesma variedade de uva pode se apresentar com características sutis ou bem diversas a depender da região em que foi produzida. De tal forma que ao degustar os vinhos, de diferentes terroir, pode parecer que são feitos de variedades de uvas distintas. Esta diferença no gosto dá a exata importância do terroir e a influência que ele exerce no sabor final dos vinhos.]]>
Como armazenar o vinho Mon, 30 May 2022 11:33:30 -0300 https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/2/?como-armazenar-o-vinho.html https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/2/?como-armazenar-o-vinho.html Quanto mais o nosso interesse pelos vinhos aumenta, quanto mais aprendemos sobre ele,  quanto maior é nossa paixão, nos sentimos mais seguros em aumentar a quantidade de garrafas que adquirimos.
E nessa hora é que começamos a pensar em como e onde armazená-los para garantir que não haverá risco de perder a qualidade.
Para isso vamos nos atentar para alguns princípios básicos.
Temperatura: temperaturas altas e instáveis podem afetar seu vinho, envelhecendo-o prematuramente.

Iluminação: quando em excesso, a luz também pode provocar alterações no aroma natural da bebida. Para evitar a ação da luz, a grande maioria das garrafas de vinho são escuras, mas, ainda assim, raios ultravioletas podem penetrar e alterar as bebidas.

Posição da garrafa: Vinhos fechados com rolhas de cortiça natural, devem ser armazenados na posição horizontal para que a rolha esteja em contato permanente com o líquido para não ressecar, evitando assim que o ar em quantidade possa penetrar na garrafa e oxide o vinho. Garrafas vedadas com rolhas sintéticas ou tampas de rosca, podem ser armazenados em pé.
Já para espumante, ou frisante não é indicado deixá-lo deitado numa adega embora isso seja comum e até se veja muita gente colocando isso como correto. Em sendo por um tempo curto não causa problema, mas se esse período for longo pode sim causar alguns.
Ao deixar um espumante deitado na adega o vinho fica em contato com a rolha deixando-a úmida e inchando a rolha. Isso faz o gás CO₂ que está dissolvido no vinho que se aproxime pela porosidade natural da rolha e vaze diminuindo a quantidade de espuma. Também provocará dificuldade em abrir o espumante. Ao inchar muito a rolha vai ficar bem mais difícil abrir a garrafa. Isso é muito ruim no momento da abertura da garrafa. Além da dificuldade, pode se tornar perigoso pois a pressão interna da garrafa pode aumentar muito.

Vibração: trepidações podem provocar reações químicas no vinho e acelerar seu envelhecimento, por isso deixe o vinho em local tranquilo e evite manuseá-lo continuamente. Deixe o seu vinho repousar.
Isso vale também para vinho recém comprados e/ou recém entregues, que devem descansar por um tempo até que seja aberto.

Ventilação: Armazenar os vinhos em um local arejado com boa ventilação e que o ar circule livrem
ente entre as garrafas evita o surgimento de fungos que podem afetar a rolha e estragar o vinho.

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Vinho é de uva Mon, 30 May 2022 11:41:06 -0300 https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/5/?vinho-e-de-uva.html https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/5/?vinho-e-de-uva.html O vinho surge quando o açúcar do suco das uvas se transforma em álcool através da ação das leveduras, isso é a simplificação total do que é vinho, já que, para que ele esteja pleno na sua taça, o caminho é longo e com várias e várias etapas, a começar do plantio à vinificação, que vão definir as propriedades e particularidades do vinho que vamos degustar.
O Brasil, como na maioria dos países que produzem vinho, possui uma legislação especial que dispõe sobre aspectos importantes da produção, da circulação e da comercialização do vinho e de seus derivados: a chamada Lei do Vinho (n° 7.678/88). É justamente ela que define o que é vinho, os níveis de açúcar, os teores alcóolicos dentre outras coisas, e embora popularmente as bebidas fermentadas a partir de outras frutas sejam chamadas de vinho, a legislação brasileira veta essa denominação e essas bebidas não podem ser comercializadas assim.
Isso é dito claramente, não podem ser chamadas de vinho as bebidas feitas a partir de outras frutas que não a uva. Então, qualquer bebida semelhante a vinho, feita com outras frutas, a maçã é um grande exemplo, não é considerada, e não pode ser chamada de vinho.
Além disso, e sendo classificado como vinho, o vinho, originalmente, pela legislação de 1988, deveria ter 8,6% e 14% em volume de álcool. Isso foi alterado por um adendo à lei (IN 14 de 2018) alterou o teor alcoólico para até 16%, para os vinhos considerados finos, desde que tenha sido conseguido de forma natural pela fermentação sem inclusão de fortificantes como aguardente vínica, ou outra maneira, como feito na produção dos vinhos fortificados (licorosos). A mudança acontece para adequar o vinho aos novos nichos de produção principalmente das regiões mais quentes que maneira natural ultrapassam o limite anterior de 14%.
Ainda há uma série de especificações, que, ainda pela legislação, classificam e categorizam os vinhos.
Os Vinhos Finos, por exemplo, são produzidos exclusivamente com uvas Vitis Vinífera (uvas finas), que possuem aspecto claro e límpido, aroma com complexidade, sabores delicados e variados além de um processo de elaboração rigoroso  conforme normas e padrões de qualidade.
Já os Vinhos de Mesa, são produzido a partir de outras uvas como a Vitis Labrusca que no Brasil é a mais utilizada, possuem coloração mais opaca, aromas rústicos e simples, sabor intenso, porém efêmero e processo de elaboração mais flexível.

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O que é vinho? Mon, 30 May 2022 11:39:48 -0300 https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/4/?o-que-e-vinho.html https://cantinavinallegro.com.br/noticia/visualizar/id/4/?o-que-e-vinho.html O vinho, do grego clássico oínos, através do latim, vīnum, que tanto podem significar vinho como videira é a bebida alcoólica, elaborada a partir da fermentação alcoólica do sumo de uvas. Na União Europeia, o vinho é legalmente definido como o produto obtido exclusivamente por fermentação parcial ou total de uvas frescas, inteiras ou esmagadas, ou de mostos. No Brasil, é considerado vinho a bebida obtida pela fermentação alcoólica de mosto de uvas recém colhidas, sãs e maduras, sendo proibida a aplicação do termo a produtos obtidos a partir de outras matérias-primas
O processo natural de fermentação se dá através das leveduras, ou seja, micro-organismos que se alimentam do açúcar presente no suco da uva, transformando-o em álcool e dióxido de carbono.
A colheita das uvas geralmente acontece uma vez ao ano, quando atingem seu processo de maturação e isso pode ser visto como um conjunto de diversas e importantes etapas.
Duas etapas fundamentais para determinar o momento colheita, consideradas determinantes em uma safra: maturação tecnológica (acompanhamento de açúcares e acidez) e maturação fenólica (determinação dos principais polifenóis – antocianinas e taninos).
O momento ideal da colheita também depende de aspectos geográficos de localização, além várias outras variantes:  condições climáticas, variedades de uvas e o estilo de vinho que se deseja obter.
O ideal é que a vinificação seja realizada o mais rápido possível, após a colheita das uvas, de modo a aproveitar todo o frescor da fruta e evitar uma fermentação indesejada.
Sendo assim o vinho, é um fermentado de uvas, mas que sofre a interferência de uma gama de fatores: tipos de uvas, solos, climas, processos, que são determinantes desde o visual quanto ao aroma e sabor.
Ao longo da história que já remonta milhares de anos, a elaboração dos vinhos foi sofrendo mudanças e aprimoramentos e hoje são inúmeros tipos produção e de vinhos, elaborados em todo o mundo através de diferentes métodos, com os mais variados preços e que agradam os mais diversos paladares.

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